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segunda-feira, 2 de março de 2015

Aperfeiçoamento em Dependência Química

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), abriu inscrições para 15 mil vagas da 8ª edição do Curso SUPERA - "Sistema para Detecção do Uso Abusivo e Dependência de Substâncias Psicoativas:  Encaminhamento, Intervenção Breve, Reinserção Social e Acompanhamento".

O curso SUPERA, totalmente gratuito, é dirigido a profissionais das áreas da saúde e assistência social que trabalhem nas redes SUAS, SUS e também em comunidades terapêuticas. O curso visa capacitar estes profissionais discutindo diferentes modelos para a prevenção, intervenção e encaminhamento daqueles que apresentam problemas relacionados ao uso de álcool, crack e outras drogas,.

A capacitação é desenvolvida na modalidade de Educação a Distância (EaD), com carga horária de 150 horas e tem duração de três meses com início previsto para Maio de 2015. Os alunos que concluírem o curso receberão um certificado de extensão universitária emitido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Os alunos receberão o material didático pelo correio no endereço cadastrado no ato da inscrição e terão acesso às novas tecnologias EAD, com acesso aos sistemas de troca de mensagens no portal específico do curso, acompanhamento por tutores especializados e telefonia gratuita para dúvidas e orientações.

O curso é parte integrante do eixo "prevenção" do programa "Crack, é possível vencer", que prevê, entre outras ações, a ampla capacitação de profissionais das áreas de saúde, assistência social, educação, justiça, segurança pública, conselheiros e lideranças comunitárias e religiosas.

Para se inscrever e acompanhar o curso é necessário possuir acesso à Internet e comprometer-se a participar do curso até sua conclusão, caso seja selecionado.

Inscrições gratuitas: http://www.supera.senad.gov.br/custom/sup8/inscricao.php

Equipe SUPERA

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Sobre o significado de tatuagens

          Estudo levantou 50 mil documentos e fotos em presídios e delegacias, institutos médicos legais, jornais, revistas e redes sociais, além de raras entrevistas com detentos que palhaços, índias, magos, caveiras, bruxos, serpentes, polvos, aranhas, peixes, anjos, santos e demônios são figuras comuns nos presídios brasileiros.
          Há pelo menos 10 anos, o capitão da Polícia Militar baiana Alden dos Santos se dedica a traduzir os significados destas e outras imagens desenhadas nos corpos de presos e suspeitos de crimes no Brasil e no exterior. Seu estudo sobre os significados das tatuagens gerou uma cartilha, adotada oficialmente como apoio a investigações pela PM da Bahia.
“Foram detalhados os significados de 36 imagens associadas a crimes específicos”, diz o capitão. “Muitas delas, além de se repetirem em todo o país, aparecem nos mesmos padrões em países como Estados Unidos, Rússia e locais na Europa.”
          Além de símbolos mais conhecidos, como palhaços (associados a roubo e morte de policiais), magos ou duendes (comuns entre traficantes), a pesquisa identificou recorrência inusitada de personagens infantis, como o “Diabo da Tasmânia”, o “Papa-léguas” e o “Saci-Pererê”.
          O primeiro sugeriria envolvimento com furto ou roubo, principalmente arrastões. Já o Papa-léguas – ou sua variação mais comum, o “Ligeirinho”- indicaria criminosos que usam motocicletas para o transporte de drogas.
          Tatuagens com o demônio da Tazmania sugeririam envolvimento com furto ou roubo, principalmente arrastões. O Saci também teria relação com o tráfico: seus portadores seriam responsáveis pelo preparo e distribuição dos entorpecentes. 
          As pesquisa de Alden encontrou popularidade nas redes sociais: mais de 5 mil pessoas acompanham suas postagens no Facebook sobre supostas conexões entre crimes e tatuagens, além de casos policiais não registrados pela grande mídia.
          Pelo YouTube, os vídeos publicados pelo PM já foram vistos mais de 600 mil vezes. O resultado final do estudo já foi baixado pela internet por mais de um milhão de pessoas.
          Figura do ‘papa-léguas’ ou ‘ligeirinho’ indicam uso de motocicletas para distribuição de drogas.

Estigmatização?

          Aproximadamente 50 mil documentos e fotos foram coletados pelo PM: eles vêm de presídios e delegacias, institutos médicos legais, jornais, revistas e redes sociais – tudo isso somado a raras entrevistas com detentos de prisões baianas.
“As principais informações infelizmente não vieram dos presos em si. Há um forte código de silêncio. As conclusões vieram mais pelo cruzamento de dados”, diz. Ele explica: “Levantamos, por exemplo, todos os presos que tinham tatuagem do Coringa e cruzamos com suas sentenças. Havia um padrão claro em seus delitos.”
          Mais conhecidas, tatuagens de palhaços costumam ser associadas a roubo e morte de policiais.
          O padrão, segundo o militar, indica “roubo e envolvimento com morte de policiais”.
“Portadores desta tatuagem demonstram frieza e desprezo pela própria vida”, explica o PM. “A maioria parece absorver as características deste personagem – insano, sarcástico, vida louca. Normalmente não se entregam fácil e partem para a violência.”
          Questionado sobre a estigmatização que a pesquisa poderia provocar sobre quem tem imagens pelo corpo, o policial militar diz deixar claro que cidadãos “nunca poderão ser abordados somente por apresentarem tatuagens descritas na cartilha”.
P.s.: Aranhas indicam suspeitos que agem em grupo; são associados a caçadores que ‘esperam pacientemente pelas presas, as prendem e as matam. Sacis indicariam responsáveis pelo preparo e distribuição dos entorpecentes
Ele diz que, para policiais, a importância do estudo é ajudar o agente a salvaguardar sua integridade física, no caso de tatuagens ligadas a mortes de oficiais.
“Nosso objetivo não é discriminar pessoas tatuadas, isso seria discriminar o próprio ser humano, que há muito tempo usa tatuagens como forma de expressão”, diz o capitão Alden.
“Elas também funcionam como mais uma ferramenta para facilitar o trabalho de reconhecimento de suspeitos”, diz, citando as imagens de carpas – estes peixes são frequentemente associados à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Códigos

Além das imagens figurativas, elementos gráficos, como pontos tatuados nas mãos, também seriam indícios de crimes, segundo o pesquisador.
Um só ponto preto indicaria “batedores de carteira”. Dois, na vertical, sugerem estupro. Três pontos, em formato de pirâmide, apontam relação com entorpecentes.
O oficial não teme que a divulgação dos símbolos iniba a exibição ou confecção de novas tatuagens suspeitas.
“A existência desse material não fará com que as facções alterem seus códigos”, diz Alden ao #SalaSocial. “Por incrível que pareça, em vez de os suspeitos deixarem de usar a imagem que os associa à prática de determinado crime, o que percebemos é a lógica inversa: quanto mais se tem consciência de que a polícia conhece, mas frequentes são as imagens, como uma espécie de desafio.”
Segundo o PM, a tendência não se limita ao Brasil.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Congresso de Amor-Exigente 2.015

            A cada dois anos a família Amor-Exigente se reúne para confraternizar, trocar conhecimentos, experiências e é uma diversão só. Aqui vai o convite para todos que queiram conhecer mais de perto essa família e aprofundar os seus conhecimentos sobre a dependência química.
A 12º edição do Congresso Nacional de Amor-Exigente que será realizada nos dias 16 a 19 de Julho de 2015, no Teatro Positivo – Grande Auditório – Curitiba PR, possui como tema “Amor-Exigente - Uma visão transformadora” e terá como objetivo principal divulgar o programa do AE e sua filosofia, trazendo para o primeiro plano a conscientização e o debate da responsabilidade social de todos em promover a prevenção e o enfrentamento da dependência química e de comportamentos inadequados.
Além disso, com a realização do evento pretende-se incentivar a multiplicação de grupos e de voluntários, apresentar resultados da proposta de prevenção com AE na família e na escola, reunir voluntários e coordenadores do AE proporcionando sua atualização e a aplicação uniforme do programa, contribuir para melhorar a informação do público em geral promovendo um despertar para a necessidade de tomada de atitudes que solucionem os problemas no novo contexto da dependência química, conscientizar a sociedade civil para trabalhar em unidade de propósitos na intenção de reduzir fatores de risco e criar ou fortalecer fatores que protejam crianças, adolescentes e adultos da experimentação e uso abusivo de drogas causadoras de dependência.
Os objetivos serão alcançados por meio de palestras, mesa-redonda e relatos. Para o aprofundamento e o debate construtivo sobre os temas, os palestrantes convidados são especialistas nas áreas e reconhecidos tanto no meio acadêmico como no mercado de trabalho pela sua atuação profissional. Mais Informações e Inscrições clique na imagem abaixo.

Aproveite esta oportunidade!

PROCURA-SE

A AMAI gostaria de desenvolver um trabalho com a comunidade ensinando as crianças, jovens e quem mais esteja interessado, em aprender a produção de GRAFITE. Caso você saiba grafitar e tenha interesse em fazer um trabalho VOLUNTÁRIO com nossa equipe, entre em contato conosco, estamos aguardando.